Ivan Guimarães Lins (Rio de Janeiro, 16 de junho de 1945) é um músico e compositor brasileiro, e um dos artistas brasileiros de maior sucesso no mundo. É primo do renomado professor de física Sergio Gouvea.
Filho do militar Geraldo Lins, foi muito influenciado por diversos gêneros musicais como jazz, bossa nova e soul[1] e tem como principal instrumento o piano, que toca desde os dezoito anos. Formou-se em engenharia química no final dos anos 60, quando iniciou a carreira musical em festivais. A canção O Amor É O Meu País, erroneamente taxada de ufanista, foi classificada em segundo lugar consecutivo no V Festival Internacional da Canção. O primeiro sucesso como compositor foi com Madalena, gravada por Elis Regina.
Contratado pela gravadora Forma/Philips (que posteriormente transformou-se em Polygram até chegar ao nome atual Universal Music) pelo então produtor, o compositor Paulinho Tapajós, grava três discos pelo selo: Agora, Deixa o trem seguir e Quem sou eu?. Nesse período, compôs músicas com Ronaldo Monteiro de Souza, mas depois teve em Vítor Martins o mais frequente parceiro. A primeira composição entre ambos se deu quando do lançamento do quarto LP, Modo livre, pela RCA (depois BMG, em seguida Sony BMG e hoje Sony Music), gravadora esta que lançaria também o álbum subsequente, Chama acesa. Nessa mesma década lançou alguns discos que o projetaram nacionalmente.
Saudades das nossas estações rígidas, pontuais, cronometradas, serviçais à prova da natureza pródiga.
Saudades do mês de agosto carregado de ventos; junho repleto de frio; fevereiro ardendo em calor; abril já acanhado anunciando o outono; março trazendo em abundância a chuva.
Tudo mudou.
Já não temos mais a fidelidade delas. À qualquer momento aparecem, reagem, intercalam, antecipam, atrasam, se deparam.
Assim está a situação atual.
A natureza reagindo aos instintos e provocações humanas.
Fotografia é uma técnica de gravação de imagens por meios químicos, mecânicos (e mais recentemente, digitais), numa camada de material sensível à exposição luminosa.
A palavra fotografia tem origem nos radicais gregos phótos (luz) e graphis (estilo, pincel) ou graphê (desenhar).
O surgimento da fotografia foi possível, inicialmente, através da técnica da câmera escura: a luz refletida por um objeto projeta sua imagem no interior de uma câmera escura, que contenha um orifício para a entrada dos raios luminosos.
Leonardo Da Vinci e outros artistas do século 16 utilizaram esse princípio para facilitar o esboço de suas pinturas.
Em segundo lugar, a fotossensibilidade - alguns compostos químicos que se alteram quando expostos à luz - permitiram a gravação de imagens.
Esse princípio surgiu no século 18, mas faltava descobrir um material sensível à luz que pudesse substituir o pergaminho.
Século XIX
Apesar de uma certa imprecisão em se dizer quem foi realmente o criador da fotografia, atribui-se à França os dois principais nomes ligados a este invento.
O francês Louis Daguèrre ficou conhecido como o "inventor" da fotografia, pois conseguiu registrar imagens em uma chapa revestida com prata e sensibilizada com iodeto de prata e vapor de mercúrio.
Sua invenção foi batizada de daguerreótipo e apresentada no dia 19 de agosto de 1839 na Academia de Ciências da França, em Paris.
Porém, existem teorias de que foi Joseph Nicéphore Niépce, seu sócio nas pesquisas, quem fez a primeira fotografia verdadeira em 1826. Niépce morreu em 1833, antes de ver sua invenção aclamada.
Momentos
A primeira exposição de fotografias foi feita em 24 de junho de 1839, por Hippolyte Bayard - meses antes de Daguèrre mostrar suas fotos para a Academia e Ciências.
O inglês William Fox Talbot criou o negativo na metade do Século 19 e seu contemporâneo;
Joseph Petzval, reduziu o tempo de pose, em que a pessoa deveria ficar imóvel;
Em 1867, o físico francês Louis Ducos anunciou a fotografia colorida;
Por volta de 1880, o norte-americano George Eastman começou a popularizar a fotografia. Ele inventou a primeira câmera fotográfica portátil e o filme embalado em rolos. Com o slogan "Você aperta o botão e nós fazemos o resto" ele batizou a sua máquina portátil de Kodak. Atualmente, o mundo todo ainda observa a expansão da fotografia digital, que torna-se cada vez mais popular e acessível.
Entre os profissionais, o fotógrafo pode especializar-se em um tipo de trabalho, entre os mais diversos assuntos, como moda, fotojornalismo, paisagem, natureza, retrato, artístico, esportivo, automobilístico, aérea, de aventura, fotografia de objetos em estúdio, entre outros.
No dia mundial da fotografia, homenageio dois blogueiros que com o uso de suas máquinas fotográficas, captam a mais lindas imagens.
Sempre é dado ao homem o livre arbítrio da escolha.
À ele compete dois caminhos a serem percorridos: o reto e o confuso.
O mal ou o bem tem sua ascenção conforme é alimentado.
Sob um prisma antagônico, vemos a explícita significação entre amor paixão/amor serenidade.
Quão distintos eles são!!!
Quantos resultados avassaladores e ponderados eles repercutem!!!
O amor paixão dilacera, sangra, inibe o voo fantástico da leveza de alma, de comportamento, de seguridade de vida!
Enquanto isso o amor serenidade enobrece, simplifica, disponibiliza ações generosas, busca uma parceria eficiente que dê sustentabilidade para uma vida equilibrada e sadia.
“ Da mente tranquila , ações dinâmicas irão brotar. A serenidade é a morada da criatividade e fonte da verdadeira paz”
O homem vítima de si mesmo está intrinsecamente ligado à sua dependência. Ele se julga um receptor das ameaças externas como se não dependesse dele os estragos que ocorrem.
É um eterno rezingueiro!
Já o homem glória de si próprio, é um excelso indicador da generosidade humana. Sua transparência, seu comportamento, seu conceito como homem iluminado, habilitam-no com suporte para sua auto construção.
Temos que aprender a trabalhar com as causas e não com as consequências.
A profilaxia e necessária.
Por que será que estamos blindando carros contra roubos? E nossa integridade física?
Por que estamos fazendo tantos seguros de casas, automóveis e outros bens?
Colocamos insulfilme nos autos, colocamos portões altos com grades nas residências.
Todo um arsenal de protecão residencial. A emocional, espiritual e a social são esquecidas através dos tempos.
O próprio homem colhendo aquilo que planta.
Uma busca desenfreada por valores físicos e hoje é refém de seus pertences.
É preciso educar nossos filhos para que valorizem os benefícios fornecidos pela engenhosa natureza.
Desmatamento agressivo, contaminação da água. Quando não ressecamento das matas, há o incêndio criminoso. Tudo isso como resultado de uma sociedade mal informada, displicente, sem valores.
As estações do ano já não são mais pontuais. Muitas vezes temos uma variação de tempo num dia apenas. E aja saúde!
Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas.
Estamos vivendo nossos dias com a certeza de que tudo tem de ser rápido, tudo tem de ser competitivo onde o vencedor tem de ser extremamente ágil e trabalhar sob um relógio vigiador.
Quanto mais somos apressados mais vamos deixando lacunas que roubam nosso tempo.
Esses vazios não preenchidos fazem com que não tenhamos idéias criativas, não finquemos os pés no chão, não busquemos oportunidades para tornar um mundo melhor. Quando não, fazemos loucuras e deparamos com cenas desagradáveis.
Cronologicamente o dia tem vinte e quatro horas mas psicologicamente, economicamente, socialmente, o dia é subtraido pelas mazelas, impurezas, diferenças e oportunistas de plantão.
As pessoas perderam a noção do tempo. Correm para não perder o trem e nunca chegam à estação.
Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítica de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo . Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo bobo que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão “avant garde” no meu pátio. Eu tenho direito de ser desarrumada, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.
Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia? Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 e 70, e se eu, ao mesmo tempo, desejo de chorar por um amor perdido ... Eu vou.
Vou andar na praia em um maiô excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set.
Eles, também, vão envelhecer.
Eu sei que eu sou às vezes esquecida. Mas há mais, algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes.
Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Eu sou tão abençoada por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.
Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais.
Eu ganhei o direito de estar errado.
Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser velha. Ela me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer).
Que nossa amizade nunca se separe porque é direto do coração!
Parábolaé uma narrativa alegórica que evoca, por comparação, valores de ordem superior, encerra lições de vida e pode conter preceitos morais ou religiosos.
Era uma vez um ferreiroque, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.
Numa bela tarde, um amigo que o visitara, e que se compadecia de sua situação difícil, comentou:
- É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado.
O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava. Eis o que disse o ferreiro:
- Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é feito? Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente.
O ferreiro deu uma longa pausa e continuou:
- As vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue aguentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria.
Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:
- Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é:
- Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas.
Minha esposa e eu sempre andamos de mãos dadas.. Se eu soltar, ela vai às compras. ¨ Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica. Então ela disse: 'Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar'. Daí comprei pra ela uma cadeira elétrica. ¨ Eu me casei com uma mulher cujo sobrenome é "Certa". Só não sabia que o primeiro nome dela era "Sempre". ¨ Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la.. Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha. Ela perguntou: 'O que tem na TV?' E eu respondi: 'Poeira'. ¨ No começo Deus criou o Mundo e descansou. Então, Ele criou o homem e descansou. Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o Mundo tiveram mais descanso. ¨ Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes, o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim. Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer. Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu a olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa. Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dente e lhe entreguei, dizendo: "- Quando você terminar de cortar a grama, pode também varrer a calçada.." Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida.
"O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido..."
A amizade virtual entra na nossa vida de maneiras distintas.
Através de um email, uma indicação, um blog, um comentário feito, uma rede social ou de algum seguidor.
Em qualquer dessas situações, ela vai chegando, se aconchegando e, trazendo periodicamente, sua mensagem, seu voto positivo, sua informação, seu conhecimento e sua cumplicidade.
Pela manhã, num reflexo habitual, todos aguardam, ansiosamente, mensagens de seus amigos.
As gerações vão sendo substituídas, e em cada ramificação atingida, os efeitos e resultados vão tomando corpo.
Entre o docente e o discente, existe uma cumplicidade direcionada e uma troca de valores pesquisados.
Erros/acertos: projeção vivida.
Em tempos atuais onde a máquina opera, onde a comunicação fala por um povo, onde tentam, a qualquer preço, a substituição do homem, mesmo assim nós precisamos da matéria humana.
Precisamos de seus reflexos, de seus sentimentos, precisamos passar aos mais jovens, aquilo que foi estudado, pesquisado, precisamos dar sequencia aos nossos hiatos, para que os alunos descubram e acompanhem a nossa evolução.
Educar tem o mesmo propósito de um ourives: trabalhar e lapidar as palavras.
O apóstolo João com a cabeça apoiada no braço de Jesus, Tilman Riemenschneider, detalhe do altar da última ceia, Sankt-Jacob, Rothenburg ob der Tauber (Alemanha)
Agradeço-vos, Senhor, por me conceder a palavra num momento tão impressionante para a vida de todos estes nossos jovens amigos e para a resposta que o nosso coração, o coração de cada um de nós, sente ter de encontrar para doá-la numa grande retomada de fraternidade universal.
Talvez aprendamos também em nossa amizade a dar tempo e profundidade de experiência a nossa relação com a Bíblia, o livro que o Senhor quis estabelecer para ilustrar, para iluminar justamente aquilo que a própria Bíblia anima e esclarece.
ýo início do livro com o qual a Bíblia fala do profeta Abraão, que trouxe à tona a imensidão do drama religioso desse povo consagrado pela grandeza de Deus, nós nos daremos conta - percorrendo página por página, uma página após a outra, caminhando de palavra em palavra, de pensamento em pensamento -, nos daremos conta de tudo o que o Senhor pretendeu dizer ao homem, aos homens que O buscam, ao homem que se põe a ouvir Sua voz, ao drama do homem.
A questão é muito simples: Deus responde à necessidade que o homem tem provando o quanto sua experiência é motivada, engrandecida, o quanto se torna robusta e forte à medida em que esse homem segue, cada vez mais, a palavra de Deus. Tomei a liberdade de ýceitar falar a vocês para lhes indicar uma frase, um pensamento de que Deus faz uso para dizer ao homem, para contar ao homem tudo o que lhe interessa (a busca humana tem como “interesse” aquilo pelo qual vale a pena viver, do contrário seria inútil que o homem existisse, e especialmente inútil falar de Deus). Diz a Bíblia: “O homem busca a felicidade”.
“O homem busca a felicidade”, a realização de uma seriedade intensa e feliz. Com que método Deus “persegue” o homem, ou seja, cria seres na história, introduzindo-os no significado de tudo? Desde o momento em que o Senhor põe as mãos nas nossas costas e nos empurra para a frente, desde então não há mais nada na vida que possa substituir o dom de Deus.
Quem sabe não seria uma coisa boa se, com seus amigos sacerdotes ou com as pessoas maduras, mais adultas, vocês se empenhassem em esclarecer as palavras e as frases que são ditas, usadas por Deus? Por exemplo, vocês farão muito barulho, uma barulheira cada vez que tentarem inventar respostas para suas exigências; na verdade, descobrirão que essas respostas vêm exclusivamente quando a pessoa repousa a cabeça nos ombros de Cristo.
A força do homem concentra-se totalmente na busca de satisfação, de felicidade. Ora, Deus não só existe nesses sentimentos, mas nesses sentimentos está também a Sua resposta, a Sua presença, a Presença graças à qual a pessoa diz: “É isso!”.
A força do Senhor é a nossa alegria. A fórmula com a qual os antigos profetas hebreus concentraram a atenção de todos os seus seguidores, de seus conhecidos, reaparece, é restabelecida numa unidade de evidência, com a mesma força e a mesma clareza, quando padre Giorgio hoje mesmo lhes falava do nosso seguir a Cristo: seguir a Cristo! Pois, se é possível seguir a Cristo, inevitavelmente devemos fazê-lo.
“A força de Deus é a alegria de seu povo.” “A força de Deus é a força de seu povo.” São palavras que a totalidade da nossa vida é chamada a entender, a abraçar e a levar aonde quer que estejamos. Ajudemo-nos a carregar juntos, a permitir, juntos, que essa força de Deus opere, ela que é alegria para o homem: a força do Senhor é a alegria de seu povo.
O homem vítima de si mesmo está intrinsecamente ligado à sua dependência. Ele se julga um receptor das ameaças externas como se não dependesse dele os estragos que ocorrem.É um eterno rezingueiro! Já o homem glória de si próprio, é um excelso indicador da generosidade humana. Sua transparência, seu comportamento, seu conceito como homem iluminado, habilitam-no com suporte para sua auto construção.Sua bem-aventurança é perfeita, é completa.
Ainda no madrugador ano de 1926, um circunspecto editorial do Chicago Tribune pôs na conta do galã Rodolfo Valentino (1995-1926) a culpa pela primeira onda de femenizaçao do homem na América.
Pura sacanagem dos jornalistas, óbvio, como nos relata o escriba H.L.Mencken n´O Livro dos Insultos (Cia das Letras).
Jornalismo marrom à parte, quem teria sido, cá na terra do mulato de inzonas tantas, o responsável pelas primeiras influências no amolecimento do macho brasileiro de raiz?
O Databoteco, instituto de pesquisas nocturnas deste cronista de costumes, despachou as suas mais gentis funcionárias para ouvir o distinto público nas boas casas do ramo.
O cantor Mário Reis (1907 -1981), rapaz de fino trato, teria sido o nosso primeiro homem célebre a influenciar a plebe rude nesse quesito, conforme o levantamento feito por nossas vestais e imparciais pesquisadoras.
Não que fosse construído à imagem e semelhança do Valentino de “Os quatro cavaleiros do apocalipse” ou de “O Sheik”, por exemplo.
Simplesmente por emprestar uma sensibilidade mínima ao então cenário de macheza absoluta.
O intérprete de “Carinhos da vovó” e “Deus nos livre do castigo das mulheres” era um moço cuidadoso com o visual, um dândi, sempre na estica e nos bons modos.
O mais lembrado é Mário Reis, sim senhor. A fila de possíveis pioneiros, todavia, nela incluídos héteros e homos semi-declarados, dobra quarteirões.
Castro Alves, rival do abolicionista Joaquim Nabuco nessa peleja, tem destaque na galeria, como lembra a amiga Bia Abramo ao cronista. Beirava o janota, é o que diz o seu biógrafo Alberto da Costa e Silva.
Ai vemos também na fila o João do Rio, o Cauby Peixoto, a Carmem Miranda –praticamente inventora do travestismo no país-, o boleiro Heleno de Freitas, que de tão preocupado com o visual chegava a jogar futebol com um pente no bolso, e tantos outros gamenhos do meu Brasil varonil, como diz o Zé Bonitinho, este o mais radical e testosteronizado dos nossos ídolos televisivos do gênero.
É, mas que me perdoem as gostosas do Databoteco, que me desculpe também dom Mário Reis, onde estiver, tenho que registrar minha embriagada opinião: o homem mais elegante da música brasileira, sem frescura, claro, é o nosso Ronnie Von, O Príncipe, aviador e enólogo sem arrotar o bouquet da arrogância desnecessária.
Para completar, Ronnie é o último cavalheiro em meio à bagaceirice televisa, falando para a fofolândia com devoção e delicadeza. O nome do programa diz tudo “Todo seu” (Tv Gazeta).
Sou fã e recomendo. Vale como um Flaubert para esses moços, pobres moços, que tratam as gazelas como se fossem “manos” com quem acabaram de cruzar na esquina.
Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - "pai, começa o começo!". O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.
Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, "começar o começo" de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas "tangerinas" são outras. Preciso "descascar" as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.
Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis......
Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para "começar o começo" era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.
Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:
"Pai, começa o começo!". Ele não só "começará o começo", mas resolverá toda a situação para você.
Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: "Pai, começa o começo!".
Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem,trabalha, mas, para obter um resultado diferente da maioria das pessoas, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores, pois...
Que bom seria se mais de dois terços da humanidade vivessem com dignidade, perseverança, altruísmo, generosidade, fé e serenidade!
Seria uma inversão feliz. Fração correspondente.
A definição acima é crível.
Uma verdade cruel, doída, desumana, implacável!
Infelizmente, ser leal, bom, desapegado, não combinam com o pensamento atual.
As pessoas manipulam, impõem, exigem que a honestidade e o bom senso sejam extintos.
Muitas vezes, os deficientes visuais e auditivos, ao longo de sua vida, desenvolvem outras habilidades para torná-los cidadãos equivalentes aos normais.
Este texto cita um planeta onde seus moradores são perfeitos fisicamente. Ao mesmo tempo eles deixam de sê-lo por conta de propostas desleais, sub-humanas, interesseiras.
E é por tudo isso que os moradores não enxergam a verdade e não escutam a voz do amor.
Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês e pergunta:
- Desculpe-me, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim e geralmente na mesma hora que o seu vem cheirar as flores!
Respeitar as opções do outro em qualquer aspecto é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter.
As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente. Nunca julgue. Apenas compreenda.
Assim como o deus que está dentro de cada pessoa com seu codinome específico, assim se faz do livre arbítrio, o desejo de um milagre.
Dalai Lama disse: “A melhor religião é aquela que aproxima o homem de Deus”.
Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.
Fabrício Carpi Nejar, ou Fabricio Carpinejar, como passou a assinar em 1998 (Caxias do Sul, 23 de outubro de 1972) é um poeta e jornalista brasileiro.
Filho dos poetas Carlos Nejar e Maria Carpi, adotou a junção de seus sobrenomes em sua estréia poética, As solas do sol, de 1998. Em 2003 publicou, pela editora Companhia das Letras, a antologia Caixa de sapatos, que lhe conferiu notoriedade nacional.
É mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Estão optando por outros meios o seu gerenciamento.
A relação pai/filho está ficando cada vez mais saudosista.
A modernidade tem trazido, diariamente, em todos os aspectos, provas de que o tempo tem sido restrito.
Homens trancafiados em seus escritórios, preocupados com a oscilação da bolsa de valor, não desgrudando do celular, marcando infinitas reuniões.
O corre-corre dos dias tem, entre outras, justificativas para a proteção dos rebentos.
Dá-lhes computador: a criança o dia inteiro no seu quarto, vasculhando as mídias sociais, se expondo, facilitando os contatos duvidosos, roupas de marcas, suprimentos no bolso para eventuais compras mas, a presença física do pai é tolhida.
E a paciência? Esta não existe!
Dá-lhes presentes: estes intermedeiam o diálogo que poderia existir.
O personagem título é Mayer "Capitão Birobidjan" Guiznburg, um judeu que chegou ainda menino da Rússia. Mayer era marxista e sonhava fundar uma nova Birobidjan (Birobidjan era o nome de uma colônia coletiva de judeus na Rússia), uma utopia socialista. Jovem, era muito rebelde, e deu muitos desgostos ao pai que lhe queria ver rabino. Tinha outros amigos marxistas, incluindo a jovem Léia com quem se casa. Após algum tempo abandona tudo e vai viver na propriedade de um desses amigos, que, como todos a essas alturas, já havia abandonado suas convicções. Em Nova Birobidjan, como ele batiza sua terra, passa a viver para o trabalho acompanhado pelo Companheiro Porco, Companheira Cabra e Companheira Galinha, a última a qual ele não gostava por ser improdutiva, lia Rosa Luxemburgo e dava discursos a homenzinhos que só ele via. Depois de algum tempo aparecem inimigos, quatro vagabundos a quem ataca após ser atacado, e cuja amante coletiva passa a se tornar a segunda cidadã. Mais tarde ela sai de Nova Birobidjan e Mayer volta para casa. Ele se reforma, após algum tempo até mesmo abandona o ateísmo, e passa a trabalhar duro. Troca de ramo para a construção e enriquece, mas complica-se ao se tornar amante da secretária e acaba se divorciando após abandoná-la. Sua companhia fale e ele acaba numa pensão (localizada no terreno de Maykir, sua antiga empresa, que por sua vez se localizava no terreno da Nova Birobidjan), onde tenta reiniciar Nova Birobidjan, mas acaba falhando. Acuado, abandonado, triste, muito ligado a religião e quase sem esperança (os homenzinhos para quem discursava agora já eram só três), o Capitão Birobidjan tem um ataque do coração ao ensaiar uma resistência, mas como descobrimos no começo do livro, ele sobrevive. A história, no entanto, acaba aqui. Contado em terceira pessoa, cada capítulo deste livro nos remete a um ano ou conjunto de anos. O primeiro e último é 1970, mas recua-se logo apara 1928, 1916, 1929, 1930... até voltar-se para 1970, contando sempre com o humor irônico e amargo de Scliar, a saga do Capitão Birobidjan, um louco humanista, Don Quixote do bairro do Bonfim de Porto Alegre, tentando construir uma sociedade melhor e coletivista, apesar de tudo e de todos que se opõe a ele, ridicularizado por todos aqueles a quem chama Companheiro, ele é um exército de um homem só lutando por um mundo mais justo que no final não vale a pena.
Filho de José e Sara Scliar, Moacyr nasceu no Bom Fim, bairro que concentra a comunidade judaica. Alfabetizado pela mãe, professora primária, a partir de 1943 cursou a Escola de Educação e Cultura, daquela cidade, conhecida como Colégio Iídiche. Transferiu-se, em 1948, para o Colégio Nossa Senhora do Rosário (católico).